Durante fórum em Manaus, candidato a deputado federal pelo PT criticou o modelo baseado apenas no encarceramento e defendeu prevenção, inteligência, oportunidades para a juventude e combate ao crime organizado.
Na manhã deste sábado (8), foi realizado, em Manaus, o fórum "Democracia e Cidadania da Amazônia", que teve como tema a palestra "Soberania Territorial na Amazônia: Segurança e Combate à Violência". O encontro aconteceu no Sindicato dos Metalúrgicos, localizado no bairro Praça 14 de Janeiro, na Zona Sul da capital amazonense.
O evento reuniu militantes e integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT), além de pré-candidatos da legenda para as próximas eleições. Entre os participantes esteve o delegado João Tayah, candidato a deputado federal pelo PT, que foi um dos palestrantes do encontro.
Durante sua participação, Tayah discutiu os principais desafios enfrentados pela segurança pública no Amazonas e na região amazônica. O delegado abordou a atuação integrada entre Poder Judiciário, Ministério Público, forças policiais e sistema prisional, defendendo uma discussão mais ampla sobre as políticas públicas de prevenção e combate à criminalidade.
Sob aplausos dos participantes, o delegado também falou sobre a realidade enfrentada pelos profissionais de segurança pública. Segundo Tayah, a polícia brasileira está entre as que mais matam e mais morrem no exercício da atividade, o que, em sua avaliação, demonstra a necessidade de mudanças estruturais nas políticas de segurança.
Manter uma pessoa presa custa R$ 6 mil mensais — o dobro do investimento por aluno — para entregar um sistema em que metade reincide. Diante desse cenário que impacta as famílias amazonenses, o candidato a deputado federal Delegado Tayah (PT) defendeu a modernização da segurança pública durante palestra no Sindicato dos Metalúrgicos, em Manaus.
Delegado, professor e mestre na área, ele apresentou dados que apontam que o problema da violência também está ligado a fatores como falta de moradia, evasão escolar e desigualdade, defendendo tratamento da dependência química na saúde e políticas de esporte, qualificação e oportunidades para os jovens antes do aliciamento criminal.
Tayah enfatizou que a violência não se combate gerando mais violência. Para ele, o punitivismo cego custa caro aos cofres públicos, destrói famílias e não devolve a paz ao estado. A segurança, em sua visão, começa quando o Estado chega antes do crime com escola, saúde e oportunidade.
A estratégia apresentada busca atacar o crime organizado na raiz, cortando o financiamento das facções e fortalecendo a prevenção social. Entre as propostas estão a criação da Polícia da Floresta, o Bolsa Recomeço e o Primeiro Emprego Seguro, além de proteção à infância, delegacia virtual contra golpes em idosos, mediação policial para conflitos comunitários e prioridade em verbas para municípios que reduzirem a violência.
Durante a palestra, João Tayah também fez críticas à atual gestão do Governo do Amazonas. Segundo o delegado, o governo estadual não teria apresentado resultados suficientes ou realizado ações efetivas capazes de enfrentar os principais problemas da segurança pública no Estado.
Tayah também citou o projeto Galera Nota 10, desenvolvido durante a gestão do ex-governador e atual senador Omar Aziz, como uma iniciativa que, em sua avaliação, poderia ser retomada ou adaptada para a realidade atual.
Para o delegado, ações voltadas à juventude, à educação, ao esporte e à ocupação dos espaços públicos podem contribuir para afastar jovens da criminalidade e reduzir a vulnerabilidade social, funcionando como ferramentas complementares às ações policiais.
Durante o fórum, João Tayah apresentou 13 propostas voltadas ao fortalecimento da segurança pública na Amazônia, defendendo uma atuação que combine repressão qualificada ao crime, prevenção, valorização dos profissionais e políticas públicas direcionadas à juventude.
As propostas foram apresentadas como parte de uma agenda de discussão sobre os caminhos para melhorar a segurança nos estados amazônicos e ampliar a presença do poder público em áreas consideradas vulneráveis.
Ao final da palestra, Tayah reforçou a necessidade de uma política de segurança pública que envolva diferentes instituições e considere as particularidades territoriais e sociais da Amazônia.

João Tayah
Delegado de Polícia · Professor · Mestre em Segurança Pública
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